Na noite desta quarta-feira (19), a Câmara Municipal de Cáceres realizou uma sessão extraordinária para deliberar sobre três pautas de grande impacto para o município: o veto ao Reajuste Geral Anual (RGA), o reajuste do auxílio-alimentação dos servidores e a sabatina do vice-prefeito para comandar a autarquia Águas do Pantanal.
A sessão começou por volta das 19h15 e contou com a presença de um grande número de servidores públicos, que lotaram o plenário para acompanhar a votação do RGA. O projeto, que previa o parcelamento do reajuste em três parcelas, gerou insatisfação entre os trabalhadores, que reivindicavam o pagamento integral.
Na votação, oito vereadores optaram por manter o veto enviado pela prefeitura, enquanto sete votaram contra. Com isso, o reajuste será feito de forma parcelada, conforme previsto no projeto do Executivo.
Protestos e indignação
A decisão causou revolta entre os servidores públicos presentes. Muitos manifestaram sua indignação no plenário, chegando a vaiar e xingar alguns vereadores que votaram a favor do veto. O clima ficou tenso, e algumas pessoas demonstraram grande insatisfação com o resultado.
Vereadores se posicionam
Em entrevista exclusiva ao Desperta Cáceres, o vereador Cézare Pastorello (PT) se solidarizou com os servidores e criticou a decisão da Câmara:
“Neste exato momento, os servidores de Cáceres estão sem RGA. Todos os trabalhadores do país têm esse direito. Isso é lamentável, revoltante.”
Já o vereador Mangá Rosa, que votou a favor do veto, justificou sua decisão afirmando que a prefeitura não tem condições de pagar o reajuste em parcela única e que a alternativa de pagamento em três vezes foi a melhor saída encontrada:
“Primeiro, precisamos garantir que o RGA seja pago. Como não há condições financeiras para quitá-lo de uma vez, o parcelamento é o caminho correto. O pagamento será feito em janeiro, fevereiro e março.”
Mangá Rosa também ressaltou que não sofreu pressão política para votar dessa forma e que continuará votando conforme sua convicção, sempre em prol da população.
A sessão seguiu com as demais pautas em discussão, incluindo o reajuste do auxílio-alimentação dos servidores e a sabatina do vice-prefeito para a direção da autarquia Águas do Pantanal que foi remarcado para o mês de abril.