Descredenciamento de Empresas Deixará Mais de 40 Desempregados em Cáceres; Diretor da Unimed Alega Medida para Resguardar a Cooperativa
Uma decisão que visa "resguardar" a Unimed de Cáceres resultará na demissão de mais de 40 profissionais de diferentes áreas, incluindo laboratórios e clínicas da região. O novo diretor da cooperativa, o ex-deputado federal Pedro Henry, determinou o descredenciamento de vários estabelecimentos do município, alegando que essa medida era necessária para evitar a falência da cooperativa.
A ação de Henry revoltou os proprietários dessas empresas, pois, além de ter tomado a decisão abruptamente, ele não quitou os débitos pendentes com essas empresas, que estavam atrasados há mais de 60 dias. Além disso, escolheu apenas duas clínicas para continuar atendendo os usuários da Unimed: o Laboratório São Lucas e a Clínica Imed.
Os empresários alegam que a forma como o descredenciamento foi conduzido levanta suspeitas de favorecimento, e os usuários da Unimed não terão mais a opção de escolher onde desejam ser atendidos. Denunciam também que não tiveram oportunidade de apresentar propostas para evitar o descredenciamento. Além disso, eles destacam que estão sem reajuste nos serviços prestados há 13 anos.
Um empresário do setor ressaltou que a atual gestão da Unimed não deveria deixar de pagar as empresas que prestaram serviços por muitos anos, pois essas empresas também têm compromissos financeiros a cumprir.
Henry defende sua decisão, afirmando que o descredenciamento era necessário para salvar a cooperativa da falência e que está construindo uma clínica própria. Ele admitiu que existem débitos pendentes com as empresas, mas prometeu quitá-los nos próximos dias.
O ex-deputado negou qualquer favorecimento na escolha das clínicas São Lucas e Imed, alegando que a escolha foi baseada na qualidade e no menor custo dos serviços prestados por essas instituições. Ele garantiu que não há rombo financeiro na Unimed e que a cooperativa está revisando contratos e renegociando dívidas com seus 8,5 mil usuários em Cáceres.
Essa decisão tem causado indignação na comunidade, especialmente entre aqueles que dependem dos serviços das clínicas e laboratórios descredenciados, incluindo crianças autistas que necessitam de tratamento contínuo. A medida afeta não apenas os profissionais desempregados, mas também os pacientes que buscam tratamentos de saúde na região