SANTA CRUZ DE LA SIERRA / CÁCERES – A operação da Força Especial de Luta Contra o Crime (Felcc) da Bolívia, que desarticulou um bando armado com fuzis em Santa Cruz de la Sierra, ganhou contornos ainda mais graves para a segurança local nessa quinta-feira dia 23 de abril. Segundo informações apuradas, dois dos três brasileiros presos na ação são naturais de Cáceres e possuem um extenso histórico criminal no lado brasileiro.
Entre os detidos, um dos cacerenses é apontado como um indivíduo de altíssima periculosidade. De acordo com as investigações, ele possui um mandado de prisão em aberto por homicídio expedido pela justiça brasileira. Para circular livremente em território boliviano e evitar a captura, ele estaria utilizando documentos de identidade falsos, o que inicialmente dificultou sua identificação pelas autoridades da Felcc.
O grupo foi flagrado em um edifício de luxo no terceiro anel da Avenida Beni, em Santa Cruz, com um arsenal que inclui um fuzil AR-15 (calibre 5.56), pistolas 9mm, carregadores e farta munição. Além das armas de guerra, a polícia boliviana apreendeu equipamentos táticos e uniformes camuflados.
A polícia boliviana confirmou que os suspeitos — identificados como M. S. D. (28 anos), F. J. da S. (44 anos) e R. S.de M. F. (21 anos) — já vinham sendo monitorados por atividades suspeitas. A suspeita é que eles integrem uma estrutura logística do tráfico internacional, responsável pelo envio de cocaína da Bolívia para o Brasil.
A prisão desses cacerenses na Bolívia acende o alerta para as forças de segurança de Mato Grosso. O intercâmbio de informações entre a Felcc, a Polícia Federal e a Interpol foi intensificado para verificar se o grupo possui participação em crimes recentes ocorridos na faixa de fronteira, incluindo execuções e roubos de veículos em Cáceres e região.
Os suspeitos permanecem detidos na Bolívia, onde responderão por organização criminosa, tráfico de armas e falsificação de documentos, enquanto a justiça brasileira deve solicitar a extradição do foragido para cumprir sua pena por homicídio.