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Correios em Crise: O carteiro toca a campainha, mas quem responde pela conta?

Correios em Crise: O carteiro toca a campainha, mas quem responde pela conta?

20/05/2025 às 07h23
Por: Cleydson Castro DRT 0003595 Fonte: ASSESSORIA DEP.NELSON
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Correios em Crise: O carteiro toca a campainha, mas quem responde pela conta?

 

O que mais falta acontecer com os Correios?

A estatal que deveria ser sinônimo de confiabilidade e serviço público de qualidade se tornou, mais uma vez, protagonista de um enredo que mistura má gestão, rombo bilionário, funcionários penalizados e uma população pagadora de impostos reduzida à plateia de um teatro de absurdos.

Segundo dados veiculados pela grande imprensa, os Correios amargaram um prejuízo de R$ 597 milhões em 2024, como revelado pela própria demonstração financeira da empresa. Para “remediar”, a estatal já anunciou um pacote de cortes de R$ 1,5 bilhão, incluindo redução salarial, adiamento de férias - como se os funcionários fossem os vilões da história. A propósito, vale lembrar que não é a primeira vez que isso acontece. O Postalis, fundo de pensão dos empregados da estatal, já protagonizou escândalos gravíssimos que, até hoje, colocam o funcionalismo em uma situação de insegurança e descrença.

Mais recentemente, a Postal Saúde, operadora do plano de saúde dos funcionários dos Correios, também declarou risco de descontinuidade por dificuldades financeiras severas. Seria cômico, se não fosse trágico: em vez de cuidar de quem carrega o serviço nas costas, o governo parece empenhado em empurrar os trabalhadores para o precipício — e com aviso de recebimento.

Os governistas, claro, tratam o tema como se fosse uma ventania passageira. Mas não é. Quando uma empresa estatal, sustentada com o suor do povo, entra em colapso sucessivo, é preciso parar tudo e fazer a pergunta incômoda: quem são os responsáveis? A resposta está na política, e mais especificamente na forma como o governo do PT, especialmente o atual presidente, vêm tratando as estatais: como cabides de emprego, moedas de troca política e depósitos de ineficiência crônica.

Como dizia Sócrates, “a corrupção começa quando se troca o interesse coletivo por conveniências pessoais”. E convenhamos: se há algo que tem sido desprezado é justamente o interesse coletivo. Afinal, os prejuízos não são abstratos — eles recaem diretamente sobre a população que depende dos serviços postais e sobre os trabalhadores que, há décadas, se sacrificam para manter o sistema funcionando.

Por isso, é importante uma investigação a fundo para responsabilizar os culpados. Queremos nomes, documentos, contratos, explicações — e principalmente responsáveis. Porque não se trata apenas de balanços negativos ou má gestão. Trata-se de um desrespeito com o povo brasileiro, com os funcionários da estatal, e com o sentido mais básico de coisa pública.

Já passou da hora de virar a página do faz-de-conta. Os Correios não podem continuar sendo um peso morto no bolso do contribuinte. E que a verdade não seja extraviada no caminho.

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