
CÁCERES (MT) — 19 de outubro de 2026. Cáceres vive nesta segunda-feira um momento histórico que poderá representar uma das maiores transformações econômicas das últimas décadas. A inauguração do Pantanal Free Shop, primeira loja franca do município, marca o início de um novo ciclo de desenvolvimento, capaz de transformar a cidade em um polo regional de comércio internacional, turismo de compras, investimentos e geração de empregos.
Da apresentação de uma oportunidade de negócios à articulação institucional, a trajetória do projeto contou com a participação de profissionais que acreditaram no potencial de Cáceres como polo de comércio internacional e turismo de compras.
A inauguração do primeiro Free Shop de Cáceres, em 19 de outubro de 2026, representa a concretização de um projeto que envolveu estudos, reuniões, articulações institucionais e a participação de diferentes setores da sociedade.
Entre os profissionais envolvidos nas discussões sobre a implantação das lojas francas está o advogado Ledson Glauco Monteiro Catelan, que participou da apresentação e do debate das oportunidades econômicas oferecidas pelo regime de comércio internacional na região de fronteira.
Sua atuação esteve ligada à defesa de uma visão mais ampla para o desenvolvimento de Cáceres: aproveitar a condição estratégica do município, sua proximidade com a Bolívia e suas potencialidades turísticas para estimular investimentos privados, novos empreendimentos e oportunidades de emprego.
Sua atuação esteve ligada à defesa de uma visão mais ampla para o desenvolvimento de Cáceres: aproveitar a condição estratégica do município, sua proximidade com a Bolívia e suas potencialidades turísticas para estimular investimentos privados, novos empreendimentos e oportunidades de emprego.
Nesse contexto destacasse vários parceiros, Associação Comercial, Felix da Contatus, Tatto da Tatto Embalagens, Heloisio da Fiemt e toda a sua diretoria, Faustino da CDL, Prefeita Eliene Liberato, Landim (atual Vice Prefeito) na época Presidente da Câmara e todos os vereadores sem exceção, Maçonaria, Rotary, Lions, OAB Cáceres, Max Russi, Moretto, Irajá Lacerda, Deputado Federal Barbudo, Governador Pivetta, e o saudoso Deputado Estadual Silvio Fávero. E de forma especial o Engenheiro Nakamoto.
Em 2020 era um sonho e hoje se torna realidade. Um passo que se tornou plural.
Localizada estrategicamente na fronteira com a Bolívia e reconhecida por suas riquezas naturais, culturais e turísticas, Cáceres reúne características que permitem projetar um futuro ambicioso: tornar-se a “Miami Pantaneira”, uma referência de compras e turismo no Centro-Oeste brasileiro.
Mais do que a inauguração de uma loja, o acontecimento simboliza a possibilidade de criação de um novo ecossistema econômico, com oportunidades para empresários, comerciantes, investidores, trabalhadores e prestadores de serviços de toda a região Oeste de Mato Grosso.
Para compreender o potencial econômico dessa iniciativa, basta observar o desenvolvimento de Uruguaiana, município gaúcho localizado na fronteira com a Argentina, que se consolidou como uma das principais referências brasileiras em turismo de compras.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Uruguaiana, em junho de 2026 a cidade contava com 18 lojas francas em funcionamento, responsáveis por aproximadamente 1.500 empregos diretos. O município também recebeu mais de um milhão de visitantes motivados pelas compras ao longo de 2025.
O desempenho comercial é igualmente expressivo. Em 2025, os free shops de Uruguaiana registraram vendas de US$ 50,6 milhões, um crescimento de 35% em relação ao ano anterior.
URUGUAIANA — REFERÊNCIA NACIONAL
Esses números demonstram que o impacto das lojas francas ultrapassa suas próprias instalações. O turismo de compras movimenta hotéis, restaurantes, postos de combustíveis, transporte, serviços e o comércio tradicional, criando oportunidades que alcançam diferentes setores da economia.
Embora Cáceres possua características distintas das de Uruguaiana, o exemplo gaúcho revela que o modelo pode se transformar em uma importante ferramenta de desenvolvimento regional.
A economia cacerense possui uma base importante, mas ainda apresenta amplo espaço para diversificação e expansão.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto per capita do município alcançou R$ 31.174,15 em 2023. O indicador expressa o valor médio da produção econômica por habitante, não a renda efetivamente recebida por cada morador.
A chegada das lojas francas poderá estimular novos investimentos privados e fortalecer atividades como comércio, alimentação, hospedagem, transporte, logística, publicidade, tecnologia e serviços profissionais.
O diferencial de Cáceres está justamente na possibilidade de integrar duas vocações econômicas: o comércio internacional e o turismo pantaneiro.
O consumidor poderá viajar à cidade atraído pelos produtos comercializados nas lojas francas e encontrar uma estrutura de lazer, gastronomia, hospedagem e experiências turísticas. Quanto maior o tempo de permanência, maior poderá ser a circulação de recursos na economia local.
A implantação do primeiro free shop abre espaço para discutir metas concretas de expansão econômica.
Considerando a experiência de outros municípios e a possibilidade de atração de novos estabelecimentos, é possível construir três cenários ilustrativos de desenvolvimento para um horizonte de cinco anos.
| Indicador | Conservador | Intermediário | Expansão |
|---|---|---|---|
| Free shops | 2 | 5 | 10 |
| Empregos diretos nas lojas | 160 | 400 | 800 |
| Novos negócios associados | 20 | 50 | 100 |
| Visitantes adicionais por ano | 50 mil | 120 mil | 250 mil |
| Consumo adicional anual fora das lojas | R$ 10 mi | R$ 24 mi | R$ 50 mi |
Simulações de planejamento, não projeções oficiais. Foram adotadas as hipóteses de 80 empregos por loja, dez negócios associados por estabelecimento e R$ 200 em gastos adicionais por visitante. Os números dependem de investimentos, demanda efetiva e infraestrutura.
No cenário intermediário, a implantação de cinco lojas francas, acompanhada de novos empreendimentos comerciais e turísticos, poderia representar aproximadamente 400 empregos diretos nas lojas, 50 novos negócios associados e R$ 24 milhões anuais em consumo adicional em outros segmentos da economia.
Cenários ilustrativos de consumo adicional fora dos free shops, em R$ milhões por ano.
O cenário de maior expansão, com dez lojas francas, abre a possibilidade teórica de até 800 empregos diretos e R$ 50 milhões anuais em despesas adicionais dos visitantes em hotéis, restaurantes, comércio e serviços.
Esses valores, entretanto, não são resultados garantidos. São referências para discussão de políticas públicas, captação de investimentos e organização empresarial.
Enquanto algumas cidades dependem exclusivamente das compras para atrair visitantes, Cáceres dispõe de um patrimônio natural e cultural que poderá ampliar sua competitividade.
O Pantanal, o Rio Paraguai, a pesca esportiva, o turismo ecológico, a gastronomia regional e o patrimônio histórico podem ser integrados ao novo fluxo comercial.
Uma família que inicialmente viajaria apenas para realizar compras poderá permanecer dois ou três dias na cidade, hospedando-se em hotéis, frequentando restaurantes e contratando passeios turísticos.
Essa integração poderá beneficiar não somente os grandes investidores, mas também microempreendedores, pequenos comerciantes, trabalhadores autônomos e empresas familiares.
A oportunidade é transformar o turismo de compras em uma atividade permanente, capaz de reduzir a dependência econômica de eventos sazonais.
A chegada do Pantanal Free Shop resulta de um processo de articulação institucional iniciado antes da inauguração.
Em junho de 2025, o Governo de Mato Grosso sancionou a legislação que instituiu o regime tributário para lojas francas em Cáceres. Posteriormente, foram regulamentadas as condições para concessão dos benefícios fiscais.
O regime estadual contempla operações específicas com isenção de ICMS, condicionadas ao cumprimento dos requisitos legais, além de prever contribuição ao Fundo de Apoio às Ações Sociais de Mato Grosso. O funcionamento das lojas francas também depende das exigências do regime aduaneiro federal.
A localização de Cáceres e seu reconhecimento como cidade-gêmea de San Matías, na Bolívia, foram fundamentais para viabilizar o projeto.
A articulação envolveu representantes do poder público, empresários e profissionais especializados no regime de lojas francas. Em fevereiro de 2025, por exemplo, a Prefeitura registrou reunião para discutir a implantação desses estabelecimentos e seus benefícios econômicos.
A instalação das lojas francas poderá favorecer o surgimento de uma cadeia empresarial que vai além da importação e comercialização de mercadorias.
Novas oportunidades poderão ser abertas para empresas de transporte, hotéis, pousadas, restaurantes, cafeterias, imobiliárias, agências de turismo, centros comerciais, escritórios contábeis, advocacia empresarial, publicidade, segurança privada e serviços de tecnologia.
O mercado imobiliário também poderá experimentar novos movimentos de valorização e investimentos comerciais, especialmente nas regiões de maior circulação de consumidores.
Para que esse crescimento ocorra de maneira organizada, será necessário investir em infraestrutura urbana, mobilidade, capacitação profissional, qualificação do atendimento, segurança e promoção turística.
A participação do setor privado será fundamental, mas também será indispensável a construção de políticas públicas que permitam a Cáceres competir com outros destinos comerciais.
A expressão “Miami Pantaneira” sintetiza uma ambição: transformar Cáceres em um centro de compras, turismo e serviços, respeitando sua identidade histórica, cultural e ambiental.
Não se trata de comparar o tamanho das economias de Cáceres e Miami, mas de estabelecer um posicionamento capaz de atrair visitantes, investidores e empreendedores.
Para consolidar esse projeto, o município precisará transformar o início das operações comerciais em uma estratégia econômica de longo prazo, envolvendo a expansão das lojas francas, a atração de empresas, a promoção turística e a geração de oportunidades para a população.
Cáceres poderá fortalecer sua influência econômica sobre municípios do Oeste de Mato Grosso e ampliar as relações comerciais e turísticas com outras regiões brasileiras.
O sucesso dependerá especialmente da capacidade de fazer o dinheiro movimentado pelo turismo de compras circular também nas empresas locais.
A inauguração do Pantanal Free Shop, neste dia 19 de outubro de 2026, poderá ser lembrada como o início de uma nova fase da história econômica de Cáceres.
O município reúne localização estratégica, potencial turístico, tradição comercial e condições legais para construir um polo de compras com identidade própria.
Os números de Uruguaiana demonstram que as lojas francas podem se tornar relevantes instrumentos de desenvolvimento. Entretanto, caberá a Cáceres construir sua própria trajetória, com planejamento, empreendedorismo e investimentos.
A abertura da primeira loja representa uma conquista. O desafio, a partir de agora, será transformar essa conquista em mais empregos, empresas, renda e qualidade de vida.
Porque a verdadeira transformação não será medida apenas pelo volume de produtos vendidos dentro de um free shop, mas pela riqueza e pelas oportunidades que esse movimento será capaz de gerar para toda a população.
A Miami Pantaneira começa a nascer. E Cáceres tem a oportunidade de transformar sua localização de fronteira em uma porta de entrada para o desenvolvimento.
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