No levantamento anterior da Quaest, a desaprovação chegou ao recorde de 57%, enquanto a aprovação foi de 40%, a menor do mandato -- diferença de 17 pontos. Conforme a pesquisa desta quarta, o intervalo agora é de 10 pontos, o menor desde janeiro, quando havia empate técnico entre aprovação e reprovação.
Lula, entretanto, segue mais desaprovado que aprovado.
- Aprova: 43% (eram 40% na pesquisa de junho);
- Desaprova: 53% (eram 57%);
- Não sabe/não respondeu: 4% (eram 3%).
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 10 e 14 de julho. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil.
O levantamento aponta que:
- Houve melhora na avaliação de Lula no Sudeste. A diferença entre desaprovação e aprovação caiu pela metade: de 32 para 16 pontos;
- Melhorou a avaliação do governo entre quem tem ensino superior completo: aprovação subiu 12 pontos e a desaprovação caiu 11 -- distância que era de 31 pontos está em 7;
- Também melhorou a visão entre as pessoas de 35 a 59 anos: a diferença era de 21 pontos, com maior desaprovação, agora está em 8 pontos e se aproxima de empate na margem de erro;
- Diminuiu o intervalo de aprovação e desaprovação entre eleitores com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos: deixou de ser de 19 pontos e está em 9;
- As mulheres, que mais desaprovavam a gestão Lula em junho, voltaram a apresentar empate técnico de avaliações positivas e negativas dentro da margem de erro.
Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, os números mostram uma recuperação do governo Lula fora de sua base de apoio.
A pesquisa também aponta que
- 40% avaliam o governo Lula negativamente, e 28%, positivamente (em junho, eram 43% e 28%, respectivamente);
- 46% acham que a economia piorou nos últimos 12 meses e 21%, que melhorou (em junho, eram 48% e 18%);
- A parcela dos que acham que a economia brasileira vai piorar nos próximos 12 meses subiu de 30% para 43% e a que acha que vai melhorar caiu de 45% para 35%;
- 79% acham que o conflito entre Congresso e Executivo mais atrapalha que ajuda;
- 63% acham que o governo deve subir imposto dos mias ricos para diminuir o dos mais pobres e 33% acham que não;
- 53% dizem que não está certo discurso que coloca ricos contra pobres;